Você, varzedense, votará em quem para vereador?
Por Jorge Amorim*

Um voto para vereador merece ser dado como moeda de troca ou pela consciência?
Para ser mais específico, você, varzedense, votará em 02 de outubro próximo para seu candidato a vereador por causa de um favor feito a você ou à sua família, ou pela causa que ele defende em seus discursos?
Antes de responder esta interrogação e continuar, um adendo.
Neste ano em que completa 27 anos como município, Varzedo está passando por sua sétima legislatura, que se findará em 31 de dezembro deste ano, tendo vereadores de primeira viagem e outros já bem experientes de outras passagens pela casa legislativa local e de outros lugares.
Dos primeiros nove camarários (período 1990-1992), citemos os nomes de Áurea Barreto de Almeida, Maria Perpétua de Oliveira, Ângelo Galdino Nicácio (Zinho do Braga), Antônio Santos de Amorim (Barrigudo, meu pai), Erivaldo de Andrade Nery (Val Nery), José Hamilton de Oliveira (Zé Hamilton), Pedro Barreto da Silva (Pedro de Filinto), Pedro Antônio de Souza (Pedro de Cupertino) e Everaldo Magalhães (Tio).
Nenhum destes nomes está presente no quadro atual, mas foram os responsáveis pela elaboração, discussão e aprovação da primeira Lei Orgânica do Município, espécie de Constituição municipal, que foi publicada em 13 de junho de 1991 e até o presente momento está em vigor.
De lá para cá, a câmara de Varzedo teve vereadores que se reelegeram ininterruptamente, a exemplo de Val Nery, mantendo sua cadeira na vereança de 1990 até 2012, e outros que sentaram na cadeira legislativa somente uma vez e não mais se candidatou, como Francisco Barbosa de Oliveira, Chico da farmácia, vereador de 1993 a 1996.
Mas tratando de responder a questão do primeiro parágrafo, a importância de votar em vereador é colossal, pois é dele grande parte das decisões do município.
Agora, vejo que em boa parte dos eleitores varzedenses ainda persiste um pensamento antigo, que aqui eu chamaria de “vício político”.
Que “vício político” seria esse?
A de que o ocupante da cadeira na câmara tem S-O-M-E-N-T-E como tarefas principais: levar enfermos aos hospitais santantonienses, conseguir atendimento numa clínica em Salvador, dar dinheiro para quem pedir, solicitar trabalho ao prefeito e, nas vésperas da eleição, comprar o voto.
Entretanto, há uma leva de varzedenses que pensa diferente, considerando que o voto bem dado é ao candidato a vereador conhecido, amigo de muitos anos, parente e que, em última instância, tem causas que defende.
Em geral, vota-se no que eu denominaria de “candidato nativo”, aquele que nasceu no lugar, vive e convive desde quando praticamente veio ao mundo ou foi criado no lugar desde recém-nascido.
Para as eleições deste ano, há vários aspirantes a cada uma das nove cadeiras da casa legislativa varzedense. Embora conheça a grande maioria, com a qual tenho amizade de anos e até parentesco com alguns, creio que posso tentar aconselhar você, cara eleitora ou caro eleitor, em qual perfil de vereador votar.
Primeiramente, aconselho que veja no candidato o perfil de alguém que tenha ideias; que pertença, defenda uma causa ou categoria social; que tenha boa relação com as palavras e que esteja antenado com o mundo.
Tanto do grupo de Valtinho e Luizinho (N. 11 - PP, PT, PPL, PROS, PMDB, PSB e PR) como no de Bahia e Gilmar (N. 20 - PSC, PTB, DEM, PPS, PSD, PDT, PC do B) há gente com essas características.
A câmara de vereadores, lugar onde um dia funcionou a escola da professora Mita (Helenita Sampaio Bitencourt), serviu de espaço temporário para o antigo Colégio de 2º Grau Nossa Senhora da Conceição – atual CENSC – e que vemos aqui abaixo na imagem (registrada por mim em dezembro de 2008) a sua antiga sede, precisa ser renovada em todos os sentidos, desde o pessoal até o de mentalidade.
Se no passado não muito distante a proximidade entre os poderes executivo e legislativo de Varzedo ocorria mais no plano físico, conforme vemos na fotografia acima, do que no plano de ideias, digo para você o seguinte.
Dê seu voto para quem conheça, para aquele candidato que você tem liberdade para conversar, pedir e dar conselhos, debater problemas das mais diversas naturezas sociais e políticas, que tenha bons contatos, que possa ser acessível e que busque aproximação com quem estiver no governo local.
Em época de descartabilidade da corrupção política do nosso país, de modo que tudo se inicia no município onde moramos, aconselho que você, votante varzedense, também inicie sua transformação política, descartando as velhas trocas de favores, o assistencialismo barato e imediatista e o voto motivado pela paixão.
Para fazer parte da câmara de vereadores de Varzedo, aqui a seguir vista com sede reestruturada, o candidato que merecer seu voto requer ter uma postura respeitada na localidade, expressar confiança e ter base escolar. Em outras palavras, alguém que você saiba que o seu voto será dado de maneira bem pensada.
Acredito que eu não seja o melhor “conselheiro eleitoral”, contudo a preocupação com mais melhorias necessárias me faz tomar a iniciativa de dizer a você que decline seu voto nos candidatos a prefeito e a vereador sem ir atrás de aventuras, mas com propostas harmônicas à realidade de Varzedo.
Até nosso próximo blog.



0 comentários:
Postar um comentário